Por Jéssica Alves, G1 AP, Macapá 13/06/2017 14h58 Atualizado há menos de 1 minuto Polícia retirou cerca de 200 pessoas que estavam morando no local (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá) Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (13) 17 famílias que ocupavam uma área que fica no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Macapá, tiveram suas casas destruídas em uma reintegração de posse determinada judicialmente. Ao todo, cerca de 200 pessoas estavam morando em 33 casas no local, desde setembro de 2016. A área foi adquirida pelo Estado do Amapá por meio de desapropriação de posse por utilidade pública, para construção de uma escola de ensino fundamental que vai atender a demanda da região, informou o governo. O Tribunal de Justiça determinou a retirada das pessoas e das edificações que foram construídas por elas no local. “Nessa área será construída uma escola, pois é um pedido antigo da comunidade. Então o governo identificou essa área e fez a desapropriação para poder iniciar as obras”, explicou o procurador de meio ambiente e patrimônio do estado, Francisco Feijó. A desocupação ocorreu de forma pacífica, segundo a Polícia Militar (PM) que acompanhou a retirada dos moradores. Militares do Corpo de Bombeiros e equipes da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) também estiveram no local. Total de 33 casas foram derrubadas durante reintegração de posse (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá) Como parte do terreno fica em uma área de lago, não foi possível usar tratores para a derrubada das casas, então os próprios ocupantes demoliram as residências em madeira. Diversos móveis e objetos pessoais foram retirados. Emocionada, a dona de casa Claudete Souza relatou que os moradores lutavam para continuar no local, pois muitos não têm para onde ir. Ela diz que o terreno estava abandonado e servia como esconderijo para assaltantes. “Estávamos lutando para ficar aqui, pois esse terreno só servia para que os bandidos se escondessem. Já encontraram diversos objetos de roubo aqui. Eu não tenho casa, então vou para a casa da minha sogra”, contou. A reintegração de posse da área deveria ter ocorrido em dezembro de 2016, mas a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) pediu um prazo maior para que a Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (Sims) fizesse um levantamento econômico e social dos invasores para, posteriormente, incluí-las em programas habitacionais. Móveis e objetos pessoas foram retirados de residências (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá) Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.

Fonte da materia :G1
Obrigados pela justiça, famílias deixam área destinada à escola na Zona Norte de Macapá

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