Após a morte de uma mulher em frente a escola do filho e a exoneração do secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori vai solicitar apoio a Força Nacional de Segurança. Conforme comunicado do Palácio Piratini, o chefe do executivo estadual irá se reunir na manhã desta sexta-feira (26) em Brasília, com o presidente interino Michel Temer e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.
A morte de Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos, que foi abordada por um homem armado após um arrastão em frente ao Colégio Dom Bosco, no bairro Higienopólis, na Zona Norte de Porto Alegre, motivou o governador a tomar a decisão de solicitar ajuda do governo Federal.  A mulher morreu em seu próprio carro, no qual também estava sua filha, de 17 anos, que presenciou a morte da mãe.
A intenção é que a Força Nacional de Segurança atue na guarda externa de presídios. Serão solicitados também recursos para investimentos no sistema prisional e na aquisição de equipamentos e viaturas policiais. O encontro foi acertado depois de contato de Sartori com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.Devido a viagem para Brasília, o governador reuniu-se ainda na madrugada desta sexta-feira (26) com o comando da Segurança Pública e secretários de Estado. Informou à equipe a decisão de pedir apoio à Força Nacional e determinou que fossem intensificadas ações de segurança na Região Metropolitana de Porto Alegre.Grupo fez protesto em frente a casa de SartoriA reunião prevista para esta sexta-feira (26) será coordenada pelo vice-governador José Paulo Cairoli. No final da noite desta quinta-feira (25) um grupo de pessoas manifestou em frente a casa do governador, na Zona Sul de Porto AlegreConforme o 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), cerca de 20 pessoas participaram da manifestação, que durou cerca de 2 horas. Já a organização não foi localizada pelo G1. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) o protesto terminou por volta das 23h30, sem incidentes.Secretario se segurança pede exoneraçãoEnquanto o protesto ocorria o Palácio Piratini anunciava que o secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, tinha pedido a exoneração do cargo. Em nota, o Palácio Piratini informou que o governador José Ivo Sartori constituiu um gabinete de crise, que será coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli. Até a nomeação de um novo secretário, o gabinete responderá pela Segurança Pública.
O governo estadual, disse ainda em nota, que se “solidariza com os familiares das vítimas da criminalidade, especialmente de Cristine”. No comunidado, o Palácio Piratini diz que a situação “entristece a todos nós”. E afirmou ainda que as “forças de Segurança estão mobilizadas para prender os autores do crime e continuar apurando os fatos”. Sartori chamou uma reunião com todo o comando da Segurança Pública para a manhã desta sexta-feira (26) para, segundo o governo, “tratar de novas providências e ações na área”.   Depois da reunião, o governador fará uma manifestação à população.Em sua página no Facebook, o prefeito Jose Fortunati disse que está “profundamente triste” com a morte da Cristine Fagundes. “Nos deixa estarrecidos e com o sentimento de que temos que dar um basta na criminalidade. Não podemos deixar que esta barbárie continue em nossa cidade, provocando pânico entre os porto-alegrenses.”Entenda o caso
Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos, foi abordada por um homem armado após um arrastão em frente ao Colégio Dom Bosco, no bairro Higienopólis, na Zona Norte de Porto Alegre. Ela teria se assustado com a ação e acelerado o carro onde estava, sendo baleado. A mulher morreu em seu próprio carro, no qual também estava sua filha, de 17 anos, que presenciou a morte da mãe.
Testemunhas do crime relataram à polícia que o homem que efetuou o crime estaria “transtornado”, segundo o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Valdeci Antunes dos Santos. O criminoso fugiu sem o carro.Após o crime, a Brigada Militar deteve cinco suspeitos de participação no crime, que foram encaminhados para a 9ª Delegacia de Polícia. Entretanto, só um foi preso. Dois seguem foragidos.Com eles foram apreendidos celulares, que a polícia suspeita que tenham sido roubados de pedestres próximo a escola.Devido ao crime, o Colégio Dom Bosco suspendeu as aulas nesta sexta-feira (26). Em nota, a escola observou que as atividades serão retomadas na segunda-feira (29). O crime foi classificado pela instituição como “trágico falecimento”.

Fonte da materia :G1
Governador vai a Brasília pedir apoio a Força Nacional de Segurança ao RS

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